09/08/2011




Expert com renome mundial no combate às drogas, o porto-alegrense Sérgio de Paula Ramos 
Zero Hora – Por que uma pessoa se vicia e no que é possível prevenir?
Sérgio de Paula Ramos – O vício tem múltiplos fatores, entre eles herança genética. Mas a família é o núcleo da prevenção. A droga gera desagregação familiar, mas a desagregação familiar leva à drogadição. A figura paterna é a chave de tudo. O adolescente tem de ter a presença do pai, daquele que diz não.
ZH – O que o senhor acha de pais que acorrentam filhos viciados?
Ramos – Acorrentar nunca é solução. Como último recurso, quando a droga domina o dependente e ele está fora de controle, cabe aos pais chamar atendimento psiquiátrico. Nem que isso seja contra a vontade do drogado. É claro que isso se choca com a carência de vagas públicas para atendimento.
ZH – Qual a primeira medida que os pais devem tomar?
Ramos – Parar de fingir que não estão vendo o filho se drogar. Os professores também devem parar de fingir, já que as escolas são outro ambiente de muita drogadição. O adolescente dá sinais de que a coisa está mal muito antes de repetir de ano e de faltar às aulas.
ZH – Como a família pode se tratar?
Ramos – Aconselhamento com especialista, que não é o padre nem o delegado, mas um psiquiatra ou psicólogo. Existem medidas simples a tomar, como terapia do drogado com a família, acompanhamento ambulatorial de todos. Principalmente quando um dos pais também é dependente químico. Afinal, o teu filho, antes de te ouvir, segue teu exemplo.
Zero Hora – Por que uma pessoa se vicia e no que é possível prevenir?
Sérgio de Paula Ramos – O vício tem múltiplos fatores, entre eles herança genética. Mas a família é o núcleo da prevenção. A droga gera desagregação familiar, mas a desagregação familiar leva à drogadição. A figura paterna é a chave de tudo. O adolescente tem de ter a presença do pai, daquele que diz não.
ZH – O que o senhor acha de pais que acorrentam filhos viciados?
Ramos – Acorrentar nunca é solução. Como último recurso, quando a droga domina o dependente e ele está fora de controle, cabe aos pais chamar atendimento psiquiátrico. Nem que isso seja contra a vontade do drogado. É claro que isso se choca com a carência de vagas públicas para atendimento.
ZH – Qual a primeira medida que os pais devem tomar?
Ramos – Parar de fingir que não estão vendo o filho se drogar. Os professores também devem parar de fingir, já que as escolas são outro ambiente de muita drogadição. O adolescente dá sinais de que a coisa está mal muito antes de repetir de ano e de faltar às aulas.
ZH – Como a família pode se tratar?
Ramos – Aconselhamento com especialista, que não é o padre nem o delegado, mas um psiquiatra ou psicólogo. Existem medidas simples a tomar, como terapia do drogado com a família, acompanhamento ambulatorial de todos. Principalmente quando um dos pais também é dependente químico. Afinal, o teu filho, antes de te ouvir, segue teu exemplo.
Sérgio de Paula Ramos, psiquiatra especialista em combate à dependência química

3 comentários:

  1. informação é chave! muito bom!

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  2. Oiii memiga instinto passando pra te desejar um ótimo final de semana bjuss

    http://jhdocemel.blogspot.com/

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  3. Obrigada Júh....para vc tbém...bjs

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Obrigada pelos comentários, beijos